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RS registra queda na desocupação e aumento da renda no início de 2026

Estado atinge taxa de desemprego de 4% e tem alta no rendimento médio, segundo dados oficiais do primeiro trimestre do ano

O Rio Grande do Sul iniciou 2026 com melhora no mercado de trabalho. A taxa de desocupação ficou em 4% no primeiro trimestre do ano, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas registrando queda de 1,3 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025. No total, são cerca de 77 mil pessoas a menos em situação de desemprego no Estado.

Ao mesmo tempo, o rendimento médio mensal real habitual dos trabalhadores ocupados cresceu 5,5% no período, chegando a R$ 4.127.

Os dados são do Boletim de Trabalho do Rio Grande do Sul, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

RS entre os estados com menor desemprego

Na comparação nacional, o Rio Grande do Sul aparece com a sétima menor taxa de desocupação do país. O nível de ocupação ficou em 62,9%, com 5,895 milhões de pessoas ocupadas, o que mantém o Estado na sexta posição entre as unidades da federação.

A taxa de participação na força de trabalho foi de 65,6%, também entre os maiores índices do país.

Informalidade estável e menor desigualdade

A taxa de informalidade permaneceu em 30,2%, mantendo o Estado com a quinta menor taxa do Brasil. O número de trabalhadores informais é estimado em 1,783 milhão.

Outro indicador de destaque foi a desigualdade de renda. O coeficiente de Gini caiu de 0,4536 para 0,4505 no período, colocando o RS com a oitava menor desigualdade de rendimentos do país.

Emprego formal cresce, mas abaixo da média nacional

No mercado formal, o Estado registrou saldo positivo de 16,7 mil empregos com carteira assinada entre abril de 2025 e abril de 2026. O crescimento de 0,6% no estoque de vagas ficou abaixo da média nacional de 2,3%, posicionando o RS na última colocação entre os estados nesse indicador.

O setor de serviços liderou a geração de empregos, seguido pela agropecuária. Já a indústria apresentou retração no período.

Entre as atividades, destacaram-se os ganhos na indústria de alimentos, nos serviços administrativos e na área da saúde. Por outro lado, setores como o coureiro-calçadista, infraestrutura e fabricação de veículos registraram perdas.

Jovens e mulheres concentram novas vagas

O perfil das novas vagas formais revela forte concentração entre mulheres, que ocuparam 96,2% do saldo positivo de empregos. Trabalhadores com até 24 anos também tiveram forte participação na expansão, indicando maior entrada de jovens no mercado de trabalho.

Na análise por escolaridade, o crescimento se concentrou entre pessoas com ensino médio completo.

Desempenho regional

Entre as regiões do Estado, a maior expansão do emprego formal ocorreu no Norte gaúcho, seguido pelo Litoral. A única retração foi registrada na região Central.

Nos Coredes, os maiores crescimentos ocorreram no Nordeste gaúcho e em Campos de Cima da Serra, enquanto algumas regiões registraram queda, como Alto Jacuí e Paranhana-Encosta da Serra.

– Informações do Governo do Estado do RS

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