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Mulher de 68 anos é morta e esquartejada pelo companheiro no interior de Marau

Foto: Polícia Civil

Suspeito confessou o crime após procurar atendimento médico em hospital da cidade

A Polícia Civil confirmou um feminicídio de extrema violência ocorrido na noite de terça-feira, 23, na localidade de Linha São José dos Tonial, no interior de Marau, no norte do Rio Grande do Sul.

A vítima, identificada como Inês Bressiani Serafin, de 68 anos, foi morta e posteriormente esquartejada, conforme apurado pelas autoridades. O autor do crime é o companheiro, Juscelino Inácio Moretti, de 70 anos.

Confissão após atendimento em hospital

De acordo com a Polícia Civil, após cometer o crime, o homem se automutilou e utilizou o carro da própria vítima para procurar atendimento médico no Hospital Cristo Redentor (HCR), em Marau.

No hospital, ao ser questionado pela equipe de saúde sobre os ferimentos, ele confessou ter assassinado a companheira. Diante da declaração, os profissionais acionaram imediatamente a Brigada Militar.

Prisão e transferência

O suspeito foi preso em flagrante e segue sob custódia policial. Devido à gravidade das lesões provocadas pela automutilação, ele foi transferido durante a madrugada desta quarta-feira, 24, para o Hospital de Clínicas (HC), em Passo Fundo, onde permanece internado em estado estável.

Segundo o delegado Norberto Rodrigues, titular da Delegacia de Polícia de Marau, não havia registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal.

— Eles estavam juntos há cerca de cinco anos e não havia histórico de violência, nem relatos por parte de familiares ou registros policiais que indicassem qualquer tipo de conflito. Nada que remetesse ao grau de violência desse crime bárbaro — afirmou o delegado.

Investigação

A Polícia Civil já solicitou à Justiça a prisão preventiva do suspeito, que vai responder por feminicídio.

A investigação segue em andamento e deve ouvir testemunhas e familiares nos próximos dias para esclarecer a motivação do crime. O caso é tratado como de extrema violência pelas autoridades. pudessem antecipar a brutalidade do crime.

Nos próximos dias, testemunhas e familiares serão ouvidos para auxiliar na apuração e esclarecer a motivação do feminicídio, que segue sob investigação da Polícia Civil.

– Informações de GZH

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