Home > Notícias

Vibração positiva: A criança que ainda vive em nós

Outubro traz uma data que costuma despertar sorrisos, presentes, brincadeiras e memórias: o Dia das Crianças. Mas você já parou para pensar no verdadeiro significado de celebrar uma criança?

No Brasil, o Dia das Crianças é comemorado em 12 de outubro, mesma data em que celebramos o dia da Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Apesar de acontecerem no mesmo dia, as duas comemorações têm origens diferentes. A data dedicada às crianças foi instituída no Brasil em 1924, enquanto a celebração de Nossa Senhora Aparecida está ligada à devoção católica à imagem encontrada no rio Paraíba do Sul, em 1717.

Ainda assim, existe uma conexão simbólica muito bonita entre essas duas datas, o cuidado, a proteção, a fé e o amor que dedicamos àqueles que estão começando a caminhar pela vida. Quando pensamos em criança, pensamos em inocência, descoberta, curiosidade e capacidade de acreditar. E talvez seja justamente isso que a vida adulta nos faça esquecer.

Em algum momento, aprendemos a ter medo de errar. Passamos a pensar demais antes de tentar. Deixamos de brincar, de sonhar, de perguntar e até de demonstrar aquilo que sentimos. Por medo, medo do julgamento, medo do que os outros vão pensar. Por isso, o Dia das Crianças também pode ser um convite para olharmos para dentro e perguntarmos: Como está a criança que existe dentro de mim?

Cuidar das crianças que estão ao nosso redor é uma responsabilidade de todos nós. Mas também existe uma criança interior que precisa de acolhimento, de carinho e, muitas vezes, de cura. Talvez existam lembranças da infância que ainda doem. Palavras que foram ditas e ficaram. Ausências que marcaram. Sonhos que foram interrompidos. Necessidades que não foram compreendidas. E crescer não significa abandonar essa criança.

Talvez crescer seja justamente aprender a voltar até ela com o amor e a consciência que temos hoje. E quando chegamos ao dia 12 de outubro, também encontramos Nossa Senhora Aparecida. Para quem tem fé, ela representa colo, proteção, esperança e confiança em algo maior. Independentemente da religião ou da forma como cada pessoa vive sua espiritualidade, essa simbologia pode nos lembrar de algo essencial, ninguém deveria crescer sem se sentir amado, protegido e pertencente.

Que neste Dia das Crianças possamos oferecer mais do que presentes. Que ofereçamos presença, escuta, paciência, abraços, mais tempo de qualidade, mais liberdade para que nossas crianças sejam crianças. E que também possamos olhar para dentro e oferecer isso a nós mesmos.

Porque talvez a criança que você foi ainda esteja aí, esperando não por um brinquedo, mas por aquilo que toda criança realmente precisa: ser vista, ser ouvida, ser acolhida e saber que é amada.

Neste dia que Nossa Senhora Aparecida nos inspire, para quem nela deposita sua fé, a cultivar proteção e esperança. E que o Dia das Crianças nos lembre que cuidar da infância é cuidar do futuro e enquanto acolher a nossa própria criança interior é, muitas vezes, uma forma de transformar o presente.

Que a gente nunca fique tão adulto a ponto de esquecer como é bonito acreditar, sonhar e se encantar com a vida.

Dica Kokoro: nesta semana, experimente fazer algo que você amava na infância. Ouça uma música antiga, visite um lugar especial, brinque, dance, desenhe, tome um sorvete ou simplesmente permita-se fazer algo sem precisar ter uma finalidade. Às vezes, reconectar-se com a própria essência começa com uma coisa muito simples, voltar a sentir alegria nas pequenas coisas.

Por: Franciele Breitenbach

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias

Blog

Colunistas

Economia

Educação

Geral

Polícia

Política

Saúde

Últimas Notícias