A Universidade Federal de Santa Maria – Campus Palmeira das Missões (UFSM-PM) amplia sua atuação regional no enfrentamento das emergências climáticas por meio do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde: Clima). O projeto “Produção de cuidado, acesso, comunicação e inovação em saúde na prevenção e enfrentamento das emergências climáticas no noroeste gaúcho” foi aprovado para o período de 2026 a 2028 e reúne universidade, serviços de saúde e comunidade.
Esta é a quarta vez que a UFSM-PM é contemplada pelo PET-Saúde, programa coordenado pelo Ministério da Saúde para fortalecer a integração entre ensino, serviços e comunidade. Nesta edição, o foco está nos impactos das mudanças climáticas sobre a saúde e na preparação da rede para prevenir e responder a situações de emergência.
Coordenado pela professora Fernanda Sarturi, o projeto iniciou as atividades em 3 de agosto e conta com 64 integrantes, sendo 40 estudantes de Enfermagem, Nutrição, Ciências Biológicas e Administração, 12 professores da UFSM-PM e profissionais das redes municipal e estadual de saúde. A iniciativa é desenvolvida em parceria com a 15ª Coordenadoria Regional de Saúde (15ª CRS) e a Secretaria Municipal de Saúde de Palmeira das Missões.
Segundo Fernanda, a proposta aproxima a universidade dos serviços e contribui para qualificar estudantes e profissionais para os desafios impostos pelos eventos climáticos. “O programa tem uma importância muito grande, não só acadêmica, mas também para os alunos, já que envolve a qualificação dos profissionais da rede de atenção à saúde e a formação dos alunos voltada para o SUS”, destaca.
As ações estão organizadas em três eixos: produção do cuidado no território e vigilância em saúde diante de emergências climáticas; acesso à atenção especializada e integralidade do cuidado em situações de emergência; e comunicação e inovação em saúde.
Para desenvolver as atividades, a equipe foi dividida em cinco Grupos de Aprendizagem Tutorial (GATs), voltados às áreas de urgência e emergência; vigilância nutricional e puericultura; comunicação e inovação na gestão; saúde mental e práticas integrativas; e cuidado às condições crônicas.
Impacto regional
A proposta também busca ampliar os resultados para além de Palmeira das Missões. A 15ª CRS reúne 26 municípios, que enfrentam desafios semelhantes diante de eventos climáticos extremos. A expectativa é que estratégias de prevenção e promoção da saúde desenvolvidas pelo projeto possam ser replicadas em outros municípios da região.
“As ações que nós pensamos, de prevenção e de promoção à saúde, podem ser replicadas nesses outros municípios, que também vivenciam a mesma realidade em relação às emergências climáticas”, afirma Fernanda.
Com duração de 24 meses, o projeto também prevê a realização de pesquisas sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde. Criado em 2008, o PET-Saúde chega à sua 13ª edição, com foco na promoção da equidade em saúde diante das emergências climáticas e ambientais.
Nesta edição, foram aprovados 197 projetos em todo o Brasil, sendo 22 no Rio Grande do Sul, com cerca de 12 mil participantes bolsistas. A iniciativa busca fortalecer a preparação de estudantes, profissionais e docentes para a construção de respostas mais efetivas aos desafios climáticos enfrentados pelo SUS.