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Feminicídios crescem 53% no Rio Grande do Sul em relação ao ano passado

O número de feminicídios registrados no Rio Grande do Sul em 2026 apresentou aumento de 53% em comparação com o mesmo período do ano passado. Até o momento, 20 mulheres foram mortas no estado, enquanto em 2025 foram contabilizados 13 casos no mesmo intervalo.

Os dados fazem parte de um levantamento da Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, elaborado com base em informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP). O estudo foi apresentado nesta quarta-feira, 4, durante audiência pública promovida pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Durante o encontro, o secretário de Segurança Pública, Mário Ikeda, informou que atualmente 298 agressores são monitorados 24 horas por dia no estado. Segundo ele, mais de 50 mil medidas protetivas foram concedidas no ano passado. O secretário destacou ainda a importância de ações educativas para enfrentar a violência contra a mulher. Entre os exemplos citados está a operação Balada Segura, que existe há 15 anos e, na avaliação de Ikeda, pode contribuir para mudanças de comportamento entre os homens, especialmente os mais jovens.

A titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Rio Grande do Sul, Fábia Richter, destacou as dificuldades orçamentárias enfrentadas pela pasta e afirmou que busca alternativas para ampliar as ações de enfrentamento à violência. Segundo ela, os recursos destinados à secretaria são limitados e disputados dentro do orçamento estadual.

No âmbito do Judiciário, a vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Rosane Bordasch, informou que será criada mais uma Vara especializada em Violência Doméstica no estado. Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com 14 varas especializadas, além da atuação de magistrados em comarcas menores.

De acordo com Bordasch, apenas nos dois juizados especializados de Porto Alegre há mais de 17 mil processos em tramitação. Já a desembargadora Andrea Rezende Russo afirmou que os julgamentos de feminicídios estão sendo tratados como prioridade pelo Judiciário.

Fonte: Sul21

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