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Família aguarda reconstrução da casa após temporal em Palmeira das Missões

Foto: Josemar Martins

Mais de um mês após o temporal que atingiu o município, moradores ainda convivem com perdas, incertezas e aguardam recursos para recomeçar

Há cerca de um mês e meio, o cenário em Palmeira das Missões mudou drasticamente. No dia 19 de fevereiro, um forte temporal atingiu o município, provocando destruição em diversos bairros, derrubando árvores, destelhando residências e deixando centenas de famílias em situação de vulnerabilidade.

De acordo com a Prefeitura, 555 casas foram atingidas, afetando diretamente cerca de 2.200 pessoas. Embora parte dos danos já tenha sido amenizada, os reflexos da tragédia ainda são sentidos por moradores que seguem tentando reconstruir suas vidas.

No bairro Profilurb, a realidade ainda é de incerteza. Entre os dois casos mais graves está o da família de Catiele Garcia de Freitas, que teve a casa condenada e posteriormente demolida pela Defesa Civil devido aos danos estruturais causados pelo vento.

Desde então, Catiele, o marido Jonas da Silva Brizolla e o filho autista de oito anos, Otavio Joaquim, vivem de forma provisória na casa da mãe e do padrasto. A rotina, antes marcada pela estabilidade, hoje é atravessada pela insegurança e pelo desgaste emocional.

“Há dias em que tento mostrar para a minha família que sou forte, mas há outros em que não estou bem. A gente perdeu tudo. Nosso maior medo é ter que pagar aluguel, porque não temos condições”, relata.

A lembrança do dia do temporal ainda é recente e carregada de tensão. Catiele conta que estava na casa da mãe quando percebeu a intensidade do vento. “Abri a janela dos fundos e vi a casa do meu tio completamente destelhada. Esperei o vento diminuir um pouco e corri para a minha casa. Quando cheguei, encontrei as paredes para dentro. Foi desespero total”, relembra.

A situação da família é agravada pelo fato de Jonas estar em recuperação de um acidente de moto e ter retornado recentemente ao trabalho, o que limita a renda. Sem condições de arcar com aluguel e dependendo de ajuda de familiares, a expectativa agora está voltada à reconstrução da casa.

Segundo a administração municipal, o projeto para solicitação de recursos já foi encaminhado aos órgãos competentes e aguarda aprovação. Por se tratar de uma situação de emergência, o repasse de verbas estaduais e federais depende da homologação do decreto junto à Defesa Civil. A previsão é de que, após essa etapa, os recursos sejam liberados para a reconstrução das duas residências totalmente destruídas pelo temporal.

Enquanto isso, iniciativas paralelas buscam amenizar a situação das famílias atingidas. Conforme o vice-prefeito Régis Lorenzoni, um projeto de subsídio distrital, liderado pelo Rotary Club de Palmeira das Missões, já arrecadou recursos que deverão ser destinados ao auxílio com aluguel social e à reconstrução das casas.

Mesmo com os encaminhamentos realizados, a espera pela liberação dos recursos ainda gera ansiedade. A administração municipal afirma que todos os trâmites técnicos foram cumpridos e que aguarda a análise e aprovação por parte dos órgãos responsáveis.

O prefeito Evandro Massing destaca que o município adotou as medidas necessárias para garantir o suporte às famílias afetadas e reforça a importância da agilidade no processo. “É fundamental que possamos, o quanto antes, retornar à normalidade. Isso não é apenas uma questão material, mas também emocional, porque reduz o sofrimento psicológico das pessoas atingidas”, afirma.

Enquanto o tempo avança, famílias como a de Catiele permanecem à espera de uma resposta concreta — e da chance de recomeçar. 

Uma resposta

  1. A solicitação de recursos foi encaminhada aos “órgãos competentes”? Que “órgãos” são esses? Qual o andamento que é dado para a liberação dos créditos solicitados?

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