Levantamento da Vigilância Sanitária de Palmeira das Missões aponta médio risco de infestação de Aedes aegypti
O calor intenso, seguido por períodos de chuva, tem favorecido a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, em Palmeira das Missões. O terceiro Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) realizado no município em 2026 apontou médio risco de infestação, após a identificação de focos com larvas em diferentes pontos da cidade.
O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 17 de setembro, por meio de visitas a aproximadamente 800 imóveis, selecionados por sorteio em diferentes quarteirões do município. A ação faz parte de um programa do Ministério da Saúde, que prevê quatro levantamentos anuais.
De acordo com a coordenadora da Vigilância Sanitária de Palmeira das Missões, Regina Peixoto Ardenghi, o resultado foi divulgado nesta semana e revelou a presença de larvas em diversos locais. A maioria dos focos foi encontrada em residências, além de um terreno baldio.
Fiscalização intensificada
A Vigilância Sanitária mantém as visitas domiciliares e intensifica as ações de fiscalização, inclusive a partir de denúncias sobre locais com acúmulo de água. Entre as situações identificadas pela equipe estão piscinas sem manutenção e recipientes que permanecem expostos à chuva.
Os principais criadouros incluem vasilhas de animais, pneus, latas de tinta, lonas e outros objetos deixados nos pátios. Além das residências, as equipes atuam em pontos estratégicos, como ferros-velhos, borracharias e cemitério, locais com maior possibilidade de formação de criadouros.
A orientação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água. Quando forem encontradas larvas, a água deve ser descartada, preferencialmente na terra. Se o recipiente for reutilizado, é necessário lavá-lo adequadamente, pois os ovos do mosquito podem permanecer aderidos às superfícies mesmo após a retirada da água.
Município prepara ações para o período de maior risco
Com a aproximação dos meses mais quentes, a Vigilância Sanitária já está organizando a campanha de prevenção à dengue para o ciclo 2026/2027. Segundo Regina, o período a partir de novembro costuma marcar o início dos picos de casos, com aumento do risco de circulação do vírus, especialmente devido ao deslocamento de pessoas durante as férias e as viagens de fim de ano.
Entre as medidas previstas está a aplicação de inseticida por meio da borrifação intradomiciliar (BRI), em locais com maior concentração e circulação de pessoas, como unidades de saúde e escolas. As ações mais intensificadas estão programadas para começar na segunda quinzena de outubro, com o objetivo de preparar o município para o período de maior incidência, geralmente em janeiro.
A coordenadora também alerta para os efeitos das mudanças climáticas na proliferação do mosquito. A alternância entre chuva e calor favorece a eclosão dos ovos depositados em recipientes e a rápida evolução das larvas até a fase adulta.
Foto: Divulgação/Vigilância Sanitária