Por Fernanda Romitti
No último sábado, 22 de agosto, aconteceu o III baile Golden Night, promovido pela 14ª DPRI de Palmeira das Missões. Em uma noite marcada pela elegância, inúmeras mulheres maravilhosas circularam pelo evento, cada uma revelando sua personalidade por meio de suas escolhas. Entre produções clássicas, modernas e cheias de atitude, destaco algumas convidadas que traduziram, com autenticidade, diferentes estilos.

Naturalmente, começo pelo meu look. Escolhi um conjunto Ton Âge, da Mescla Store, composto por camisa e saia longa em um marsala profundo, uma cor que dispensa qualquer esforço para ser notada. A monocromia construiu uma imagem elegante e imponente, enquanto a transparência precisa das mangas, o laço escultural e a fenda trouxeram feminilidade sem qualquer obviedade. Nos pés, o scarpin no mesmo tom arrematou a proposta com coerência. Porque, quando a cor tem presença, excessos tornam-se absolutamente desnecessários.
A anfitriã da noite, delegada de Polícia Regional Aline Dequi Palma, escolheu um vestido vermelho da Iódice e dominou a cena com absoluta elegância. A capa, de movimento majestoso, conferiu imponência e fluidez à silhueta. O vermelho, evidentemente, não pede licença: ocupa o espaço. Uma escolha precisa para quem comanda não apenas 18 delegacias distribuídas por 29 municípios, mas o faz com firmeza, competência e uma elegância que ultrapassa qualquer questão estética.


A delegada Cristiane Van Riel Santos optou por um modelo preto da marca Sommer, da Mescla Store. Confeccionado em tecido plissado, o vestido de um ombro só atualizou a clássica elegância do preto com textura e movimento. A assimetria do decote acrescentou modernidade à silhueta, enquanto os acessórios delicados finalizaram a composição com precisão. Uma produção refinada, segura e absolutamente bem resolvida.
Joslei Fortes Marchesan escolheu um vestido preto da Ton Âge, marcado pela construção escultural em preto e branco sobre um dos ombros. O contraste gráfico conferiu força à produção, enquanto a silhueta ajustada preservou a elegância. A meia-calça preta foi uma decisão particularmente acertada: além de adequada à proposta de inverno, criou continuidade visual e tornou o conjunto ainda mais sofisticado. Uma composição precisa, contemporânea e com personalidade.
Camila Carla Battisti surgiu impecável em nosso tapete vermelho com um vestido borgonha da Lança Perfume, da loja La Maille. O drapeado, cuidadosamente construído sobre o colo, valorizou a assimetria do decote e conferiu sofisticação à silhueta alongada. A clutch e os complementos em preto mantiveram o protagonismo da cor e finalizaram a produção com sobriedade. Elegância sem ruído, exatamente como deve ser.


A primeira-dama de Seberi, Francislaine Trevisan Balestrin, surgiu com um vestido preto da Lança Perfume, da loja La Maille. O modelo longo combinou a sobriedade da silhueta com a delicadeza da renda nas mangas e no colo, criando um elegante contraste entre transparência e textura. Os acessórios dourados iluminaram a composição na medida certa. Um vestido preto pode até ser um clássico, mas clássico algum precisa ser previsível.
Leila Dequi Palma surgiu no tapete vermelho com um elegante conjunto off-white, confeccionado pela estilista Carla Mafalda, de Palmeira das Missões. De corte clássico e impecável, a produção ganhou personalidade com o broche aplicado ao blazer e a bolsa preta, que criou um contraste preciso no visual.


Márcia Faccin, Rafaela Pilonetto e Marivane Buzatto Piovesan escolheram a Versé para acrescentar informação de moda às produções no Baile Golden Night. O lenço apareceu em três propostas distintas, usado como gravata, sobreposto à gola e marcando a cintura. Mais do que complementar os looks, o acessório mostrou sua versatilidade ao transitar entre o clássico, o contemporâneo e o festivo.
O Golden Night confirmou aquilo que a moda jamais se cansa de ensinar: elegância não corresponde a uma única fórmula. Ela pode surgir na intensidade do vermelho, na imponência do marsala, na precisão do preto, na delicadeza da renda ou na força de uma construção assimétrica. Cada mulher que atravessou o tapete vermelho apresentou uma interpretação própria do vestir, sem abrir mão da personalidade.
Mais do que uma sucessão de belos vestidos, a noite revelou mulheres seguras de suas escolhas e conscientes da imagem que desejavam transmitir. Afinal, estilo não está apenas na etiqueta, na tendência ou na cor escolhida. Está na postura, na coerência e, sobretudo, na forma como cada produção traduz quem a veste.
Em uma celebração conduzida por mulheres que ocupam posições de liderança, seria previsível encontrar elegância. O que realmente se destacou, porém, foi a pluralidade: diferentes silhuetas, propostas e maneiras de compreender a sofisticação convivendo no mesmo espaço. Porque um grande look não deve apagar quem o veste, mas revelar sua presença. E presença, definitivamente, não faltou naquela noite.
