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Além da balança: Brincar é coisa séria: o papel da atividade física contra a obesidade infantil

Correr, pular, pedalar e brincar são muito mais do que diversão: são hábitos essenciais para a saúde infantil. Em uma rotina marcada por telas e sedentarismo, incentivar o movimento desde cedo é um desafio para famílias e escolas.

A obesidade infantil é um problema de saúde pública associado a fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Além de afetar o bem-estar e a autoestima, aumenta o risco de diabetes tipo 2, hipertensão e outras doenças que podem persistir na vida adulta.

A prática regular de atividade física ajuda a controlar a gordura corporal, melhora o condicionamento cardiorrespiratório e favorece o desenvolvimento motor, o sono, a saúde mental e a socialização.

A musculação também pode contribuir para esse processo. Quando orientada por profissionais qualificados e adaptada à idade e à capacidade individual, melhora a força muscular, fortalece os ossos e desenvolve a coordenação motora. Com técnica adequada e progressão gradual, o treinamento resistido pode ser seguro e benéfico para crianças.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças e adolescentes de 5 a 17 anos pratiquem, em média, pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa. Atividades que fortaleçam músculos e ossos devem ser incluídas pelo menos três dias por semana.

O segredo está na regularidade. Brincadeiras ativas, esportes e exercícios supervisionados devem integrar a rotina, com incentivo da família e da escola.

Combater a obesidade infantil vai além da balança: exige atividade física, alimentação equilibrada, sono adequado e oportunidades seguras de movimento. Incentivar uma infância ativa é investir em saúde e qualidade de vida para o futuro.

Por: Francisco Zambiasi

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