Mobilização da 14ª DPRI levou palestras, orientações e reforço à importância da denúncia em diferentes espaços comunitários ao longo de março
A 14ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (DPRI) encerrou o mês de março, marcado pela conscientização contra o feminicídio, com um balanço positivo de ações preventivas e repressivas realizadas em 28 municípios da região. Sob a coordenação da delegada regional Aline Dequi Palma, a mobilização teve como foco principal a orientação da população sobre a violência doméstica e a importância da denúncia para interromper o ciclo de agressões.
Ao longo do período, delegadas, delegados e agentes da Polícia Civil intensificaram a presença em diferentes espaços de convivência social e institucional. As atividades incluíram palestras, reuniões e diálogos em Centros de Tradições Gaúchas (CTGs), escolas e eventos promovidos por entidades, associações, sindicatos e órgãos municipais.
Nos CTGs, as ações buscaram integrar os valores da tradição gaúcha à promoção do respeito e da proteção à mulher. Já nas escolas, o trabalho foi voltado à conscientização de crianças e jovens sobre relacionamentos saudáveis e à identificação de comportamentos abusivos. A participação em eventos comunitários ampliou o alcance das orientações e fortaleceu a rede de proteção.
Segundo a delegada regional Aline Dequi Palma, a iniciativa teve como objetivo levar o debate para além dos espaços institucionais. “O combate à violência contra a mulher precisava ocupar todos os espaços de convivência. Levar essa mensagem para dentro dos CTGs, das escolas e das entidades locais reafirmou que a proteção à vida é um valor coletivo da nossa terra”, destacou.
Durante todo o mês, a atuação da Polícia Civil também priorizou o acolhimento humanizado às vítimas e a repressão qualificada aos casos de violência doméstica. Além disso, foram distribuídos materiais informativos e prestadas orientações sobre os mecanismos legais de proteção.
A mobilização buscou, ainda, enfrentar uma realidade preocupante: a maioria das vítimas de crimes fatais no Estado não possuía registro policial prévio nem medida protetiva. Para a delegada, a formalização da denúncia é fundamental para que o poder público possa agir preventivamente.
“Nosso objetivo foi salvar vidas. Mostramos que a Polícia Civil está presente e que o registro da ocorrência é a ferramenta mais eficaz para que o Estado possa intervir e proteger a mulher antes que seja tarde”, afirmou.
A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser realizadas de forma anônima pelo telefone 181 (Disque-Denúncia) ou em qualquer Delegacia de Polícia da 14ª Região Policial.
– Informações da Polícia Civil // 14DPRI