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Por Trás do Salto: quando você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve

Por: Mara Nogueira

Ela sentou na minha frente com a agenda cheia, o celular vibrando sem parar e uma sensação clara de cansaço no olhar. Empresa aberta, contas em dia, equipe trabalhando. “Está tudo andando”, ela me disse. Quando perguntei onde ela queria chegar nos próximos meses, houve silêncio. Não era falta de competência. Era falta de direção. Ela estava ocupada demais andando para perceber que não sabia exatamente para onde estava indo.

Na última coluna, falamos da importância de sabermos o que queremos e onde desejamos chegar. Falamos sobre visão. Sobre o entendimento daquilo que realmente eu quero para mim como pessoa, para mim como profissional, para a minha empresa e para o meu negócio. E isso é fundamental para o início de qualquer jornada.

Quando eu decido, quando eu sei o que eu quero e coloco isso no papel escrevendo meu planejamento, minhas metas e minha visão, eu começo a ter mais clareza de como vou caminhar durante o ano. Esse planejamento não é imutável. Ele existe para ser acompanhado, revisitado e ajustado. Ajustes de rota são importantes. Eles são necessários. Mas só ajusta a rota quem tem uma rota.

Primeiro eu preciso ter um plano. Eu preciso ter visão. Eu preciso ter metas. Em um segundo momento, eu entendo que essas metas são uma direção, mas que durante a jornada eu vou fazer ajustes. E aí surge a grande questão: como fazer isso sendo mulher? Como sustentar tudo isso em meio aos inúmeros papéis que exercemos?

Somos mulheres que saem de casa deixando família, lar, afetos. Chegamos à empresa e temos colaboradores, metas, responsabilidades. Quando somos empreendedoras individuais, fazemos tudo ao mesmo tempo. E, mesmo assim, precisamos nos manter em cima do salto durante toda essa jornada, sem perder o feminino.

Como trazer mais leveza para isso?
E como tirar do papel aquilo que eu projetei?

Muitas de nós começamos o ano exatamente como terminamos: sem saber aonde vamos chegar. E quando eu não sei exatamente onde quero chegar, qualquer rota serve, qualquer direção parece suficiente. Por isso é imprescindível saber, com clareza e detalhes, onde eu quero chegar. O planejamento começa de forma macro e vai ficando micro para que eu entenda exatamente o como dessa jornada.

Para não esquecer o que está no papel, esse papel precisa estar vivo na minha mente e no meu dia a dia. Metas não podem ficar guardadas. Elas precisam estar visíveis. Precisam ser revisitadas. Uma meta não é construída para ser olhada apenas no último dia do mês. Ela é construída todos os dias.

Existe uma pergunta que eu sempre preciso me fazer:
isso que eu estou decidindo agora, isso que eu estou fazendo agora, está conectado com aquilo que eu determinei no meu planejamento?

Se a resposta for não, eu estou desviando da rota. Ajustes de rota são necessários, mas eu preciso me manter na rota. E isso não é simples. Muitas coisas acontecem no caminho e desviam nossa atenção. É aí que entra o foco, o hiperfoco, a consciência diária sobre as escolhas que fazemos.

Se o planejamento é superficial, a execução será difícil. Sustentar o planejamento ao longo da jornada é desafiador, mas é exatamente isso que diferencia quem chega de quem apenas começa.

E por trás de todo negócio existe um ser humano. Por trás dessa mulher que está em cima do salto existem emoções. Essas emoções geram sentimentos. E esses sentimentos podem ajudar ou atrapalhar a execução do planejamento.

O comportamento da liderança é diretamente proporcional àquilo que ela sente e àquilo que ela acredita. Muitas crenças vêm da infância. Crenças limitantes que impedem que a gente enxergue o mundo com a clareza que precisa. A abundância e a prosperidade estão disponíveis, mas a pergunta é: o que está me impedindo de chegar aonde eu disse que queria chegar?

Tudo começa de forma simples. Primeiro eu preciso saber onde eu quero chegar. Depois, escrever. Não deixar isso apenas na memória, ocupando um espaço que não me deixa criar. Esse plano precisa estar presente, visível, revisitado constantemente. Não existe um mês saudável sem revisitar o plano.

Eu preciso observar se o meu comportamento está condizente com aquilo que eu quero. Porque eu não posso querer algo e agir de forma contrária. Essa divergência faz toda a diferença entre quem sustenta resultados e quem vive recomeçando.

Agora, se eu sei onde eu quero ir…
Se eu sei como fazer para chegar até lá…
qual é o próximo passo?

É sobre isso que vamos falar na próxima coluna.

Por Trás do Salto, sempre existe uma mulher em movimento.
E é a partir disso que tudo começa.

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