Por Mara Nogueira
Mentora Empresarial/Treinadora/Palestrante Internacional e Escritora
Existe uma diferença importante entre estar em movimento e estar no caminho certo.
E muitas mulheres descobrem isso quando o salto começa a pesar.
No negócio, os sinais que mostram como estamos indo se chamam indicadores. Eles revelam se há saúde, se a rota faz sentido ou se estamos apenas avançando no automático. Não servem para controle excessivo, servem para trazer clareza.
Na vida, deveria ser igual.
Também temos indicadores importantes, mas nem sempre paramos para olhar. Como estão hoje os pilares da sua vida? Como está sua saúde física? Sua saúde emocional? Seu nível de energia ao final do dia? Esses sinais aparecem no corpo, no humor, na disposição, mesmo quando seguimos firmes, de salto alto, dizendo que está tudo bem.
No negócio, quando não acompanhamos indicadores, decidimos no escuro.
Na vida, acontece a mesma coisa.
Cansaço constante, irritação frequente, dificuldade de concentração, perda de entusiasmo. Esses não são apenas efeitos colaterais da rotina. São alertas. Indicadores claros de que algo precisa ser reorganizado, antes que o corpo ou a empresa cobrem a conta.
O mesmo vale para o negócio. Muitas mulheres empreendedoras olham apenas para o faturamento e acreditam que isso mostra saúde. Não mostra. Faturamento indica movimento. Saúde se revela em outros números: margem, custos, despesas, fluxo de caixa, ponto de equilíbrio, lucro.
É possível vender muito e, ainda assim, estar no limite.
No negócio. E na vida.
Os sinais mostram a verdade, mesmo quando preferimos não olhar. E ignorá-los não faz o problema desaparecer, apenas adia a decisão.
Indicadores não vêm para julgar.
Vêm para orientar.
Eles mostram se o salto ainda sustenta o caminho… ou se está machucando os pés. Mostram se a rota precisa ser mantida, ajustada ou redesenhada. E permitem que a mulher que lidera pare de correr e volte a conduzir.
Quando olhamos para esses sinais, algo muda. A consciência aumenta. A clareza aparece. E, com ela, surge a possibilidade de escolha.
Porque só quando sabemos como estamos é que conseguimos decidir para onde queremos ir.
Na próxima edição, vamos falar sobre isso: visão. Sobre como é difícil, às vezes, para uma mulher saber o que realmente quer para o próximo ano. E por que definir agora, o que você quer para 2026. Este é o primeiro passo para construir um planejamento possível e não apenas mais uma promessa.
Por Trás do Salto, sempre existe uma mulher em movimento.
E é a partir disso que tudo começa.
– Mara Nogueira