As altas temperaturas e a falta de chuva nas últimas semanas vinham preocupando os produtores rurais da região. Com a semeadura da soja praticamente concluída, chegando a 90%, a fase é crucial para a germinação e desenvolvimento inicial.
A chuva do início desta semana, animou os produtores, especialmente por minimizar possíveis prejuízos que estavam sendo mapeados. A estimativa é de que os volumes acumulados tenham chegado a 50 milímetros.
Segundo o Engenheiro Agrônomo Jarbas Adams, proprietário da empresa Mais Agro, os agricultores estão otimistas e atentos aos próximos passos da cultura.
Alívio, mas com cautela
“É uma chuva que chega um pouco atrasada, mas ainda assim ela ajuda a manter, em várias lavouras, o stand de plantas, que é o número de plantas por área, um indicador crucial de sucesso. Nessa época é importante termos a definição do stand de plantas, que vai impactar diretamente na nossa produtividade final. A gente vê algumas áreas onde esse stand está comprometido, onde a perda é irreversível, então essas áreas já tem o seu potencial produtivo prejudicado. Nós temos também áreas que tiveram uma boa condição de plantio e conseguiram passar bem por esses dias de estiagem, de falta de chuva”.
Milho
“Com relação à cultura do milho, as lavouras de milho de sequeiro, tiveram perdas significativas pela falta de chuva durante praticamente todo o mês de novembro, então as perdas, infelizmente, são grandes no milho de sequeiro, ao passo que as lavouras de milho irrigadas mantêm o seu potencial produtivo”.
Otimismo
“Apesar do mês de novembro ter sido um mês difícil para a agricultura, o sentimento geral é o sentimento de esperança, então isso que nós falamos no início é que essa chuva vem num momento muito importante, muito oportuno, que vai reconduzir as nossas lavouras para que lá, na colheita, no final da safra, a gente consiga alcançar boas produtividades”.