Operação Desmanche interdita estabelecimento em Sarandi

por Pedro Niácome, 05/04/2018 às 09:47 em Polícia

Cerca de 200 toneladas de sucata automotiva foram recolhidas em Sarandi

A 61ª edição da Operação Desmanche ocorreu nesta quarta-feira (4), em Sarandi, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Cerca de 200 toneladas de sucata automotiva foram recolhidas e um homem foi preso por receptação de peças roubadas. O estabelecimento, que fica a 300 quilômetros de Porto Alegre, usava uma placa falsa de credenciamento do Detran RS e foi interditado. 

O coordenador da força-tarefa da Operação Desmanche, coronel Cesar Augusto Pereira da Silva, destacou a importância da atenção da população. “É muito importante que o consumidor verifique se as peças estão etiquetadas com código de barras para garantir sua procedência. O estabelecimento se apresentava como credenciado, porém, não estava”, afirmou.

Desde a primeira edição, a Operação Desmanche já resultou na interdição de 97 locais, em 33 municípios, e na apreensão de cerca de cinco mil toneladas de sucata automotiva.

Trabalho integrado

A operação integra esforços da Polícia Civil (PC), da Brigada Militar (BM), do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e do Detran RS. Além disso, as peças apreendidas são encaminhadas para a Gerdau, que, a partir da parceria com o Estado, as transforma em material de trabalho e dá um novo destino para os objetos por meio de reciclagem.

A ação já passou por 33 municípios: Candelária, Curumim, Soledade, Santa Maria, Carlos Barbosa, Sapiranga, Eldorado do Sul, Erechim, Guaíba, Porto Alegre, Cachoeirinha, Portão, Gravataí, Viamão, Sapucaia do Sul, Canoas, Novo Hamburgo, Montenegro, Pelotas, São Sebastião do Caí, Estrela, Parobé, Esteio, Alvorada, Camaquã, Caxias do Sul, Arroio dos Ratos, Capão da Canoa, Torres, São Leopoldo, Almirante Tamandaré do Sul, Rio Pardo e Sarandi.

Força-tarefa

A força-tarefa foi designada pelo governador José Ivo Sartori para atuar na fiscalização dos estabelecimentos ilegais. Cada um dos órgãos envolvidos tem uma função específica nas operações. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) coordena o trabalho e define os alvos, por meio do Setor de Inteligência. O IGP tem a função de identificar peças roubadas e atua na parte criminal das operações, juntamente com a Polícia Civil, que também efetua as prisões. O Detran RS autua administrativamente as empresas e coordena a apreensão da sucata e sua destinação para reciclagem. A Brigada Militar faz a segurança da operação com policiais do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM).

Consulta a peças

O consumidor pode ajudar a desestimular o comércio ilegal de peças usadas, comprando somente em empresas credenciadas ao Detran RS. Essas empresas têm, na fachada, o logotipo do órgão. Além disso, cada peça é vendida com código de barras e nota fiscal eletrônica. Também é possível consultar no site do Detran RS a relação de empresas credenciadas e fazer uma busca por peças e por município. Nos chamados Centros de Desmanches de Veículos (CDVs), além da garantia de origem lícita, as peças passam pelo aval de um responsável técnico, que atesta as condições de segurança. 

Texto: Lurdenir Matos/Ascom SSP

Edição: Sílvia Lago/Secom

Foto: Divulgação/Operação Desmanche

 

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