Resolução pode determinar o fim da ‘Cidade de Lona’

por Pedro Niácome, 15/05/2018 às 16:22 em Geral

CARIJO DA CANÇÃO GAÚCHA

O impasse em torno da instalação de barracas no parque de Exposições durante a realização do Carijo da Canção Gaúcha continua. Tudo por conta da Resolução Técnica do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS), que trata sobre o processo de segurança contra incêndio voltado para construções provisórias. 

A Resolução determina normas administrativas para eventos, com a exigência de cumprimento de medidas de segurança contra incêndio mediante Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PPCI, na forma completa, conforme Lei Complementar n.º 14.376, de 2013, e o Decreto Estadual n.º 51.803, de 10 de setembro de 2014. A nova regulamentação entrou em vigor em julho de 2017. Entre as medidas exigidas estão a instalação de extintores e placas de sinalização de segurança contra incêndio e pânico e iluminação de emergência, e distância compatível entre as barracas.   

O sargento e comandante do 4º Pelotão do Corpo de Bombeiros, sargento Luiz Fernando, explica que a Guarnição apenas segue as normas da Resolução Estadual, com aprovação na Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador José Ivo Sartori, e que as adequações são necessárias para a garantia de segurança de todos os envolvidos no evento. “A Legislação existe, e está sendo cumprida em todo o Estado. Nós da Corporação apenas estamos cumprindo a o que diz a Resolução. É válido destacar que existe o prazo mínimo de 5 dias úteis antes da realização do evento para que o PCCI seja protocolado. Após análise e vistoria, é expedido o alvará que é assinado em Passo Fundo. Deixamos claro que o nosso intuito não é prejudicar o andamento do Carijo, mas sim cumprir o que diz a lei”.    

O presidente da Comissão Organizadora do 33º Carijo, Antônio Korsack, diz que vem buscando um entendimento com o setor de segurança, e que espera resolver a situação nas próximas horas.  "A resolução exige a efetivação de normas para eventos temporários. São muitos cuidados que o Corpo de Bombeiros tem razão em pedir, mas tenho a opinião que algumas das normas sejam exageradas, a exemplo do controle de materiais dispostos nas barracas, sabendo que boa parte delas são constituídas de madeira, lona e serragem. Por isso contamos com o bom senso das pessoas que vão fiscalizar o acampamento, principalmente se levarmos em consideração que temos 32 anos de Carijo, 32 de Cidade de Lona e nunca tivemos um incidente qualquer", considera.

O presidente considera também que as barracas são pequenas, e que em qualquer eventualidade leva-se menos de 30 segundos para fazer uma evacuação. Em virtude da não regularização, os carijeiros estão impossibilitados de instalar barracas até autorização da Comissão. O evento acontece de 31 de maio a 3 de junho, no Parque de Exposições, em Palmeira das Missões.

Foto: Divulgação/Arquivo TP

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