Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) e o risco de suicídio

13/09/2021

Na semana passada, iniciamos falando sobre o mês de prevenção do suicídio, trazendo sinais, sintomas e tratamento do transtorno mental mais comumente associado aos casos de morte por suicídio, a Depressão. Como falado anteriormente, alguns outros transtornos também podem acarretar maiores riscos de desenvolver ideação suicida, e um deles é o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), como o próprio nome sugere, é um transtorno relacionado a alterações de humor e afeto.

O TAB é dividido em Tipo I e Tipo II, o que varia entre os dois tipos é a intensidade e duração dos sintomas. Esse Transtorno é comumente conhecido por oscilar entre as fases de Depressão e Euforia.

De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde (MS) os sintomas característicos da fase de euforia são:

– sensação de extremo bem-estar;

– aceleração do pensamento e da fala;

– agitação e hiperatividade;

– diminuição da necessidade de sono;

– aumento da energia;

– diminuição da concentração;

– euforia ou irritabilidade;

– desinibição;

– impulsividade;

– ideias de grandiosidade e sensação de “poder”.

E os sintomas característicos da fase de depressão:

– alterações de apetite com perda ou ganho de peso;

– humor deprimido na maior parte dos dias;

– fadiga ou perda de energia;

– apatia, perda de interesse ou prazer;

– pensamentos recorrentes de morte ou suicídio;

– agitação ou retardo psicomotor;

– sentimentos de culpa ou inutilidade;

– desânimo e cansaço mental;

– tendência ao isolamento tanto social como familiar;

– ansiedade e irritabilidade.

O diagnóstico desse transtorno é complexo, assim como outros distúrbios psiquiátricos, pois não há precisão de exames clínicos, de sangue ou de imagem que o confirmem, é necessário avaliar sinais clínicos e a evolução de cada caso. Entre as causas do TAB podemos destacar o componente genético como determinante, entretanto, a doença apresenta, além da hereditariedade, componentes ambientais e psicológicos no desencadear do transtorno.

Assim como a Depressão o Transtorno Afetivo Bipolar tem tratamento, e é de vital importância o cuidado com nossa saúde mental, se perceber algum desses sintomas em si mesmo ou em alguém próximo busque ajuda profissional, cuide você, toda vida importa!

“Precisamos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta, (...) Não tenha medo da dor, tenha medo de não enfrentá-la, criticá-la, usá-la.” - Michel Foucault

Andressa Imperatori

Psicóloga e Psicoterapeuta

CRP 07/30512