Projeto Caixas do Bem reveste a primeira casa

24/09/2018

E o primeiro filho nasceu! O projeto Caixas do Bem fechou as frestas da primeira residência neste domingo (23) no bairro Maragatinho em Palmeira das Missões. Tendo como base o “Brasil Sem Frestas”, projeto iniciado e desenvolvido em Passo Fundo, o grupo utilizou as embalagens tetra pak (de leite) como matéria-prima para chapas térmicas que revestem as paredes da casa.

Há pouco mais de um mês – a publicação anunciando o início da arrecadação das caixas de leite foi feita na Tribuna do dia 18 de agosto – a ideia foi lançada e aceita por um grande grupo, que encabeça o projeto idealizado pela assistente social Aline Ferrari. Partindo de uma parceria com o Sopão do Bem, o “Caixas do Bem” tomou forma e autonomia. O segundo passo foi conseguir um local espaçoso para armazenagem e manipulação do material, e o espaço foi cedido por um empresário, ao lado da Cotrisal.

A partir daí a comunidade palmeirense abraçou a causa e já doou milhares de caixinhas de leite. Inclusive, foram feitos projetos paralelos, como um em que foi solicitada doação de leite para famílias carentes, onde após a utilização do produto, o consumidor cederia a caixinha para o programa. Enfim, a arrecadação foi surpreendente para o curto espaço de tempo.

Na primeira casa foram utilizadas aproximadamente 800 caixas tetra pak. Que, quando são recebidas, são cortadas e costuradas às outras para produção de uma ‘chapa térmica’. Essa chapa é grampeada nas paredes da residência, tapando assim as frestas e servindo como isolante térmico. Ou seja, além das caixas, o grupo ainda precisa de outros materiais, como grampeador, grampos e tesouras.

A idealizadora alerta que o Caixas do Bem está apenas no começo. “Vamos continuar arrecadando as embalagens, pois o nosso objetivo é promover o conforto e a saúde de tantas famílias quantas forem necessárias. Hoje demos o primeiro passo ‘oficial’, com o sucesso em isolar termicamente a primeira casa. Vamos dar continuidade ao projeto, que além de fazer o bem para as pessoas ainda ajuda o meio ambiente, retirando do lixo estas embalagens de alta durabilidade e ainda fazendo reciclagem direta”, comemora Aline.

Os locais para coleta são: Trigo’s Café, Transpal, Tribuna da Produção, Escola Erci Campos Vargas, Crédito Fácil, Igreja Matriz Santo Antônio, Mecânica Schneider, Balcão Sesc/Senac e Studio Vital. Lembrando que as embalagens devem ser entregues higienizadas e se possível cortadas (retirar o topo e o fundo). “Obrigada a todos que doaram, que continuam doando e que ainda vão doar. E muito obrigado aos parceiros do bem que dedicam seu tempo, com muito amor e solidariedade, para ajudar essas famílias. À Camila Krauzer pela disponibilidade em recolher, organizar e direcionar. Às costureiras por estarem fazendo todo o trabalho com as caixas, ao pessoal que higieniza e corta as caixas, aos parceiros que ajudaram no revestimento da primeira casa”, agradece a assistente social.

Para Camila Krauzer, uma das coordenadoras, participar do projeto é muito bom. “Quando doamos nosso tempo a alguém, estamos doando o que temos de mais valioso. E a união e a mobilização que vimos nestes dias mostra o quanto as pessoas estão dispostas a ajudar os outros, sem esperar nada em troca”, explica. Quanto ao revestimento da primeira casa, ela afirma que a felicidade, o sorriso e a gratidão que a família transmitiu ao grupo foi maravilhoso. “Mais maravilhoso ainda é saber que cada caixa que colocamos na parede teve o amor, a dedicação e a doação de várias pessoas que se uniram para ajudar e melhorar a vida dessas famílias. Esperamos que continuem nos ajudando, pous nosso trabalho não acaba por aqui, até o inverno teremos muitas famílias aquecidas. Como disse Madre Teresa de Calcutá: O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá”, complementa.

TEXTO: CAMILA SCHERER – FOTOS: DIVULGAÇÃO/CAIXAS DO BEM