Mais de 400 casos de trabalho infantil são registrados em Palmeira

28/09/2018

Diversas questões sociais, culturais e, principalmente, financeiras expõem crianças do mundo todo ao trabalho infantil, que é caracterizado pelo trabalho realizado por pessoas que tenham menos da idade mínima permitida para trabalhar, ou pela exposição de crianças a situações prejudiciais para sua saúde física e mental, durante afazeres diários.

Cada país possui regras e leis, o trabalho não é permitido sob qualquer condição para crianças e adolescentes entre zero e 13 anos; a partir dos 14 anos pode-se trabalhar como aprendiz; já dos 16 aos 18, as atividades laborais são permitidas, desde que não aconteçam das 22h às 5h, não sejam insalubres ou perigosas e não façam parte da lista das piores formas de trabalho infantil.

Apesar de existentes, as leis brasileiras não possuem a devida fiscalização, e é comum vermos crianças inadequadamente em condições de trabalho irregulares. Segundo dados do IBGE no censo de 2010, no município de Palmeira das Missões existem 495 casos de trabalho infantil. No entanto, programas com o objetivo de mudar essa realidade estão trabalhando para identificar e extinguir essas ocorrências.

Para combater números como estes é que existe o PETI, programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Trata-se de um programa que tem como objetivo, retirar crianças e adolescentes com idade inferior a 16 anos de idade do trabalho precoce.

Raquel Soares é responsável pelo PETI em Palmeira das Missões e destaca que o trabalho contra a exploração infantil tem desafios diários. “Uma das principais dificuldades no combate do trabalho infantil é a valorização desse tipo de trabalho na sociedade, por isso, é comum escutar falas que reforçam esta ideia, como é melhor estar trabalhando do que na rua, ele precisa ajudar a família.”

A coordenadora também reforça que a comunidade pode fazer sua parte para combater o trabalho irregular de crianças e adolescentes. “cabe a cada um de nós fazer a sua parte denunciando os casos de trabalho infantil que chegue ao nosso conhecimento. Essas denúncias podem ser feitas através do disque 100 e também no CREAS.”

Proteger nossas crianças e jovens faz parte da luta por um futuro melhor. Ao notar qualquer tipo de exploração ao infantil denuncie aos órgãos responsáveis.

CARINE ZANDONÁ BADKE E RODRIGO D’ÁVILA – FOTO: DIVULGAÇÃO