Evento debate Enfrentamento ao Trabalho Infantil

22/10/2018

O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) juntamente com o CREAS realizou atividades de conscientização no Centro Cultural, na sexta-feira (19). O evento foi uma realização da Prefeitura Municipal, da Secretaria de Assistência Social e CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e lotou o Centro Cultural para debater o Programa de Enfrentamento ao Trabalho Infantil com o objetivo de erradicar o trabalho infantil no município.

O trabalho infantil é toda atividade realizada por criança e adolescente menor de 16 anos com ou sem remuneração como, por exemplo: atividades domésticas que sejam impostas como responsabilidade, catadores de materiais recicláveis, trabalhos na agricultura onde estão expostos a acidentes com maquinários e que também exigem muito esforço físico, trabalho nas ruas onde estão expostos a exploração sexual e tráfico de drogas. A partir dos 14 anos só é permitido o trabalho de adolescentes na condição de aprendiz e dos 16 aos 18 anos o adolescente pode trabalhar desde que sejam respeitados algumas regras e o trabalho não seja insalubre, noturno, perigos ou penoso.

Este evento buscou orientar e divulgar os malefícios que o trabalho precoce traz para o desenvolvimento da criança ou adolescente. O mesmo prejudica seu desenvolvimento físico, intelectual e social, pois na maioria das vezes não frequentam a escola. Além disso, os maiores problemas de saúde aparecem quando as crianças atingem a idade adulta, como problemas de estrutura óssea, articulações e coluna, dependendo da atividade perda de visão, audição e amputação. Segundo dados dos IBGE 2010, 495 casos de trabalho infantil, por isso, o objetivo do evento é atingir o público das escolas municipais e estaduais.

Durante a manhã e tarde o grupo teatral “Até Quando”, de Porto Alegre, trouxe reflexão e discussão sobre os temas abordados: trabalho infantil, conflitos familiares, prostituição e abandono, mostrando a dura realidade de crianças e adolescentes que por diversos fatores tiveram sua infância roubada. Entre músicas, atuações, danças e cantos, os personagens do grupo desenvolveram a trama, na esperança que alguém possa contribuir nesta busca da garantia dos direitos da criança e do adolescente.

AI/PREFEITURA PALMEIRA DAS MISSÕES